Temperaturas Baixas e Saúde Ocupacional
Os postos de trabalho sujeitos a temperaturas baixas/ muito baixas têm algumas particularidades que devem ser levadas em conta a nível da gestão da Saúde Ocupacional.
Os postos de trabalho sujeitos a temperaturas baixas/ muito baixas têm algumas particularidades que devem ser levadas em conta a nível da gestão da Saúde Ocupacional.
Os profissionais a trabalhar em equipas de Saúde Ocupacional, mesmo que não diretamente ligados ao setor da Panificação, podem receber trabalhadores com esses antecedentes laborais, pelo que poderão sentir necessidade de aprofundar um pouco os seus conhecimentos na área. Os profissionais do setor da Panificação estão sujeitos a diversos riscos/ fatores de risco, alguns dos quais pouco divulgados; para além disso, a generalidade da bibliografia consultada aborda riscos específicos e parcelares, não sendo fácil encontrar uma perspetiva global, a nível de Saúde Ocupacional.
Os profissionais que trabalham em lavandarias estão sujeitos a vários fatores de risco/ riscos ocupacionais, nomeadamente a exposição aos agentes químicos, fibras têxteis, mobilização de cargas, ruído e vibrações (ainda que por tempos curtos); no ato de “passar a ferro” podemos também destacar a postura de pé estática mantida, movimentos repetitivos com o membro superior dominante e a temperatura elevada
Os profissionais de saúde executam inúmeras tarefas sujeitas a fatores de risco/ riscos muito variados; contudo, se alguns são facilmente percetíveis para a maioria, outros são ignorados. Pretende-se com esta revisão bibliográfica sumarizar o que de mais recente e pertinente se escreveu sobre o tema.
As tarefas executadas numa cozinha abundam em fatores de risco/ riscos profissionais; contudo, alguns destes não são óbvios para o trabalhador, como é o caso da exposição aos fumos/ vapores dos cozinhados (em terminologia inglesa: COFs, ou seja, cooking oil fumes). Para além disso, num número significativo destes trabalhadores, essa mesma exposição também poderá existir a nível domiciliário, sendo o efeito cumulativo.
A legislação progressivamente mais rigorosa em relação ao tabagismo fez com que os fumadores fumassem menos ou até passassem a ser não-fumadores. Em função disto, as tabaqueiras ficaram mais aliciadas a explorar outras formas de consumir nicotina.
Os profissionais a trabalhar em equipas de Saúde Ocupacional, mesmo não diretamente ligados ao setor da Cerâmica, podem receber trabalhadores com esses antecedentes laborais, pelo que sentirão necessidade de aprofundar os seus conhecimentos na área. Pretendeu-se com esta revisão bibliográfica integrativa resumir o que de mais relevante e recente se publicou sobre o tema.
Numa elevadíssima percentagem das consultas realizadas no âmbito da Medicina do Trabalho, surge a obrigação ética de abordar o delicado tema excesso de peso/ obesidade (o que muito frequentemente é mal aceite pelo trabalhador), porque apesar de tal patologia não estar associada diretamente aos fatores de risco profissionais, o inverso torna-se muito válido, na medida em que um trabalhador obeso apresenta condicionantes que podem prejudicar o seu desempenho laboral, ou até potenciar o aparecimento/ gravidade de algumas doenças profissionais ou acidentes de trabalho.
A pesca é uma das atividades ocupacionais mais perigosas, sobretudo devido à incidência de acidentes, frequentemente fatais. Os outros (fatores de) risco(s) que se destacam são físicos (sobretudo o frio) e ergonómicos (nomeadamente as lesões músculo-esqueléticas, devido a cargas elevadas, posturas forçadas, movimentos repetitivos, stress, organização desadequada do trabalho e tensão necessária exercer para manter o equilíbrio com as oscilações da embarcação). Para além destes, existe também alguma bibliografia referente a patologia imunoalérgica e oncológica.
Foi há cerca de 12 mil anos que a humanidade, no período neolítico, em algumas zonas do planeta, descobriu que podia cultivar algumas plantas, para além da sua simples recolha. Presentemente, a agricultura é o emprego mais frequente mundialmente (ocupa cerca de 70% dos trabalhadores); no entanto, se nos EUA constitui 10% da população ativa, na Ásia esse valor é da ordem dos 80%; contudo, também é uma das atividades profissionais mais perigosas, considerando quer os acidentes de trabalho, quer as doenças profissionais.

