Eiras G, Roque A, Ribeiro I, Oliveira C, Oliveira M, Riquito M, Rodrigues A. Avaliação dos efeitos de um Programa de Ginástica Laboral em Trabalhadores Hospitalares. Revista Portuguesa de Saúde Oucpacional online. 2026, 22: esub0581. DOI: 10.31252/RPSO.17.10.2026
EVALUATION OF THE EFFECTS OF A WORKPLACE GYMNASTICS PROGRAM ON HOSPITAL EMPLOYEES
TIPO DE ARTIGO: Artigo Original
Autores: Eiras G(1), Roque A(2), Ribeiro I(3), Oliveira C(4), Oliveira M(5), Riquito M(6), Rodrigues A(7).
RESUMO
Introdução
As lesões músculo‑esqueléticas relacionadas com o trabalho são altamente prevalentes em contexto hospitalar. A ginástica laboral constitui uma estratégia de promoção da saúde ocupacional potencialmente eficaz na redução da sintomatologia dolorosa e patologias que a desencadeiam.
Objetivo
Avaliar, de forma descritiva, a presença de queixas músculo‑esqueléticos, a sua localização, intensidade e frequência, antes e após a implementação de um programa de ginástica laboral em trabalhadores hospitalares.
Metodologia
Efetuou-se uma avaliação descritiva da implementação de um programa de ginástica laboral, com avaliação inicial e reavaliação cerca de seis meses após. Aplicaram‑se questionários de caracterização sociodemográfica e o Questionário Nórdico Músculo‑esquelético.
Resultados e Discussão
De T1 (n=16) para T2 (n=23) observou‑se uma redução da prevalência de dor nos últimos 30 dias (18,8% para 4,3%) e nos últimos seis meses (25,0% para 13,0%), assim como também se verificou uma diminuição das regiões anatómicas afetadas.
Conclusão
Os resultados sugerem que há capacidade da ginástica laboral para atenuação da dor músculo‑esquelética em contexto hospitalar.
Palavras-Chave: ginástica laboral, Lesões músculo-esqueléticas relacionadas com o trabalho, saúde ocupacional, hospital, dor músculo‑esquelética, medicina do trabalho, enfermagem do trabalho, segurança do trabalho.
ABSTRACT
Introduction
Work-related musculoskeletal injuries are highly prevalent in hospital settings. Workplace exercise programs represent a potentially effective occupational health promotion strategy for reducing pain symptoms and the conditions that trigger them.
Objective
To descriptively assess musculoskeletal indicators before and after the implementation of a workplace exercise program among hospital staff.
Methods
Descriptive evaluation of the implementation of a workplace exercise program, with baseline assessment and reassessment approximately six months later. Sociodemographic characterization questionnaires and the Nordic Musculoskeletal Questionnaire were administered.
Results and Discussion
Between T1 (n=16) to T2 (n=23), a reduction was observed in the prevalence of pain over the past 30 days (18.8% to 4.3%) and over the past six months (25.0% to 13.0%), along with a decrease in the number of affected anatomical regions.
Conclusion
The results suggest that workplace exercise has the potential to reduce musculoskeletal pain in hospital settings.
Keywords: Workplace exercise, work-related musculoskeletal disorders, occupational health, hospital, musculoskeletal pain, occupational medicine, occupational nursing, workplace safety.
INTRODUÇÃO
A ginástica laboral é cada vez mais reconhecida como uma intervenção estratégica de promoção da saúde física e mental dos profissionais hospitalares, que estão frequentemente expostos a condições de trabalho exigentes, longas jornadas e elevados níveis de stress. Revisões sistemáticas têm avaliado a eficácia, a viabilidade e os desafios de implementação destes programas em contextos hospitalares.
Um estudo realizado em ambiente hospitalar demonstrou que um programa diário de exercício supervisionado, realizado em cadeira (incluindo alongamentos, força e equilíbrio, cerca de 30–40 minutos/dia, cinco dias/semana durante seis semanas), conduziu a melhorias significativas na massa magra, função respiratória, flexibilidade, equilíbrio, força, vitalidade subjetiva e satisfação com a vida, enquanto reduziu a gordura corporal e a pressão arterial (1). Estes resultados são consistentes com revisões sistemáticas mais amplas que mostram que intervenções de atividade física no local de trabalho, especialmente as de carácter multidisciplinar e que incluem estratégias motivacionais, são eficazes na melhoria dos comportamentos e resultados de saúde entre profissionais hospitalares (2) (3).
As limitações de tempo e as interrupções no fluxo de trabalho constituem barreiras importantes à participação, particularmente nos serviços de internamento. Entre os fatores facilitadores incluem-se o sentido de comunidade, o bem-estar psicológico e o apoio administrativo. Uma implementação bem-sucedida requer programas estruturados, comunicação clara e envolvimento dos trabalhadores. Os profissionais administrativos e de trabalho sedentário tendem a apresentar taxas de participação mais elevadas do que o pessoal clínico, devido a horários e organização das tarefas laborais mais flexíveis (4). As intervenções baseadas em treino intervalado de alta intensidade, que são eficientes em termos de tempo (5–30 minutos/sessão, duas a quatro vezes/semana), demonstraram taxas de adesão superiores a 80% e respostas psicossociais positivas, embora o seu impacto nos resultados de saúde seja modesto (5).
No que diz respeito às intervenções, estas variam desde sessões estruturadas de exercício até programas que combinam atividade física, educação e técnicas de mudança comportamental. No mesmo sentido, os resultados avaliados incluem aptidão física, dor musculoesquelética, saúde cardiorrespiratória, qualidade de vida e indicadores relacionados com o trabalho. No que respeita a perturbações musculoesqueléticas, as intervenções de exercício no local de trabalho são eficazes na redução da dor e na melhoria da função, embora limitações metodológicas e risco de enviesamento justifiquem uma interpretação cautelosa (6).
Uma atenção especial deve ser dada aos trabalhadores por turnos, que apresentam maior risco de doenças crónicas devido à disrupção do ritmo circadiano, sendo que estes beneficiam de intervenções adaptadas que combinam atividade física e apoio nutricional, onde, o envolvimento da gestão e a adaptação aos contextos específicos do local de trabalho aumentam a eficácia e a sustentabilidade das intervenções (7) (8) (9).
Efetivamente, os principais fatores para o sucesso dos programas de ginástica laboral em hospitais incluem o compromisso da administração, a integração no fluxo de trabalho, a individualização das intervenções e a avaliação contínua. São recomendadas abordagens multidisciplinares que abordem simultaneamente fatores comportamentais e ambientais, de modo a garantir um impacto sustentável (10). A adesão a longo prazo e o seguimento continuam a ser desafios, salientando a necessidade de políticas organizacionais e de investimento contínuo.
Dados de eficácia comparativa também mostram que o exercício realizado no local de trabalho é superior ao exercício domiciliário na redução da dor, no aumento da força muscular e na diminuição do consumo de analgésicos, provavelmente devido a uma maior adesão e à motivação de grupo (12). Programas que incorporam componentes de alongamento, fortalecimento e exercício aeróbio — realizados durante o horário de trabalho — são exequíveis e resultam em reduções clinicamente significativas da dor lombar e da dor cervical e dos ombros, com tamanhos de efeito moderados observados em meta-análises (11) (13). O treino de força, em particular, apresenta forte evidência na redução das LMERT em funções hospitalares fisicamente exigentes (14) (15). Regimes de exercício adaptados e direcionados para o tronco e a região lombar são particularmente eficazes na dor lombar, sobretudo em profissionais mais jovens (13).
METODOLOGIA
Trata-se de um projeto cujo público-alvo foram os trabalhadores dos serviços com maior registo de LMERT numa Unidade Hospitalar da região norte de Portugal, mais especificamente do Serviço de Operações Hoteleiras e a amostra selecionada para a implementação foi constituída pelos trabalhadores da Lavandaria e, posteriormente, de Higiene e Limpeza.
Numa fase inicial, em junho de 2024, foi aplicado aos participantes um consentimento informado livre e esclarecido e ainda dois questionários: um de caraterização sociodemográfica (Figura 1) e o questionário Nórdico Músculo-esquelético (Figura 2), para se proceder à caracterização inicial das queixas dos trabalhadores.
O Questionário Nórdico Músculo-esquelético foi utilizado na sua versão traduzida e validada para a população portuguesa, mantendo-se a estrutura e períodos de referência originais do instrumento. Para além deste, o questionário de caracterização desenvolvido para o projeto, incluiu perguntas acerca de fatores individuais e de trabalho, assim como questões adicionais relativas à presença de queixas álgicas nos últimos trinta dias e nos últimos seis meses. Estas variáveis foram utilizadas para análise descritiva da evolução temporal das queixas e não constituem adaptações do Questionário Nórdico.
Posteriormente, foram nomeados dois trabalhadores de cada setor, que receberam formação e ficaram responsáveis por diariamente, ao início do turno, coordenarem um período de cinco a sete minutos de Ginástica Laboral para os restantes colaboradores do setor. Estes exercícios foram realizados com uma periodicidade diária, e o plano de exercícios mudou mensalmente, de acordo com orientações fornecidas pelo Serviço de Medicina Física e Reabilitação do mesmo hospital.
Finalmente, em dezembro de 2024, cerca de seis meses após o início da intervenção, foi aplicado um questionário de reavaliação. Os dados foram posteriormente inseridos e analisados utilizando-se o programa “Statistical Package for the Social Sciences (SPSS)”, versão 27, para o Windows.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Participaram no estudo dezasseis trabalhadores no momento inicial (T1) e vinte e três na reavaliação após cerca de seis meses (T2). A idade média dos participantes foi semelhante entre momentos (aproximadamente 39 anos), não se observando alterações relevantes nas características sociodemográficas e profissionais da amostra. O índice de massa corporal médio apresentou valores próximos de excesso de peso ligeiro (T1≈26,1; T2≈25,2), mantendo-se estável ao longo do período de intervenção.
Os resultados obtidos neste estudo apontam para uma redução consistente da prevalência de dor auto-referida após a implementação do programa de ginástica laboral, tanto na dor recente (últimos trinta dias), como na dor de maior duração (últimos seis meses), passando de 18,8% para 4,3% nos últimos trinta dias e de 25,0% para 13,0% nos últimos seis meses (Tabela 1). Esta tendência é coerente com a literatura, que descreve efeitos positivos de intervenções baseadas em exercício físico no local de trabalho, particularmente quando realizadas de forma regular e integradas na rotina laboral.
Verificou-se ainda diminuição da frequência de queixas nas regiões com maior prevalência inicial, nomeadamente ombros, punhos/mãos, região lombar e pescoço. A diminuição das queixas observada nos itens do questionário com maior prevalência inicial sugere que o programa poderá ter contribuído para aliviar sintomas em regiões corporais frequentemente sobrecarregadas em atividades de lavandaria, higiene e limpeza; como zona lombar, cervical e membros superiores. Estes achados são compatíveis com estudos que demonstram que exercícios de mobilidade articular, alongamento e fortalecimento muscular são eficazes na redução de dor associada a tarefas repetitivas e posturas mantidas (Figura 3, 4 e 5).
Importa salientar que não se observaram diferenças relevantes na distribuição do Índice de Massa Corporal (IMC) entre os dois momentos de avaliação mantendo-se valores médios semelhantes; isto reforça a interpretação de que a melhoria observada na sintomatologia possivelmente não se deve a mudanças na composição corporal, mas à melhoria da capacidade funcional, da circulação local e da tolerância musculoesquelética ao esforço diário (Figura 6).
No presente estudo não foram avaliados indicadores psicossociais específicos, como níveis de stress, bem-estar ou satisfação laboral. No entanto, a literatura descreve que programas de ginástica laboral podem contribuir para melhoria do bem-estar psicológico, perceção de suporte organizacional e coesão entre trabalhadores, particularmente quando implementados de forma regular e integrada na rotina laboral. Estudos futuros deverão incluir instrumentos validados para avaliação destes domínios.
Embora uma parte significativa da literatura descreva programas estruturados de exercício no local de trabalho com duração de 20 a 40 minutos por sessão, intervenções breves e integradas na rotina laboral, frequentemente designadas como “microintervenções” ou “pausas ativas”, têm vindo a demonstrar efeitos positivos na prevenção de sintomatologia músculo-esquelética e fadiga ocupacional. Estas estratégias caracterizam-se por sessões curtas, de elevada frequência e baixo impacto organizacional, facilitando a adesão e a sustentabilidade em contexto real de trabalho. Desta forma, o efeito esperado resulta da exposição repetida ao longo do tempo e não da intensidade isolada de cada sessão. Assim, o potencial benefício está associado à consistência e integração na rotina laboral diária, mais do que à carga de exercício por sessão.
Em síntese, os resultados obtidos são consistentes com a literatura científica recente, que demonstra que programas de exercício realizados no local de trabalho reduzem a prevalência e intensidade da dor musculoesquelética e melhoram a capacidade funcional dos profissionais hospitalares. A evidência aponta para maior eficácia do treino de força e intervenções direcionadas, comparativamente ao exercício domiciliário, devido à maior adesão e motivação coletiva. Contudo, a interpretação dos resultados deve ser cautelosa devido a várias limitações metodológicas, como a inexistência de emparelhamento individual entre os participantes avaliados em T1 e T2, que impede conclusões causais robustas, uma vez que diferenças na composição da amostra podem influenciar os resultados. Além disso, o tamanho amostral reduzido limita a generalização dos achados.
CONCLUSÃO
Em suma, apesar das limitações metodológicas, os resultados sugerem impacto favorável da ginástica laboral. Ainda assim, o presente estudo não foi concebido como ensaio experimental controlado, mas como avaliação de implementação em contexto real de trabalho, com análise descritiva pré–pós intervenção. Assim, os resultados devem ser interpretados como tendências observadas e não como demonstração de causalidade.
O estudo apresenta relevância prática, uma vez que demonstra a viabilidade de implementação de programas breves, de baixo custo e conduzidos pelos próprios trabalhadores, integrados no início do turno laboral. Este modelo favorece a adesão, reduz barreiras logísticas e promove o envolvimento ativo dos colaboradores, fatores reconhecidos como determinantes para o sucesso de intervenções em saúde ocupacional.
Contudo, futuras investigações deverão recorrer a desenhos longitudinais, grupos de controlo e análise inferencial, de modo a quantificar com maior precisão o efeito da intervenção e a identificar quais os componentes do programa com maior impacto clínico. Adicionalmente, será pertinente avaliar indicadores complementares, como absentismo, produtividade, consumo de analgésicos e perceção individual de qualidade de vida.
CONFLITOS DE INTERESSE
Nada a declarar.
QUESTÕES ÉTICAS/LEGAIS
O presente projeto integrou-se no âmbito das atividades de promoção da saúde e prevenção de riscos profissionais desenvolvidas pelo Serviço/Departamento de Medicina do Trabalho da instituição, não configurando um ensaio clínico nem uma investigação experimental com intervenção terapêutica individual. Tratou-se de uma iniciativa organizacional de saúde ocupacional, com avaliação interna de resultados, pelo que foi considerado enquadrável como atividade de melhoria contínua em contexto laboral, não tendo sido requerida submissão formal a comissão de ética, nos termos das orientações institucionais aplicáveis.
A participação dos trabalhadores foi voluntária e precedida de consentimento informado livre e esclarecido, tendo sido garantido o direito de recusa ou desistência a qualquer momento, sem qualquer prejuízo para o trabalhador.
O consentimento informado foi recolhido pelo Departamento de Medicina do Trabalho e arquivado no processo individual de saúde ocupacional do trabalhador, de acordo com os procedimentos institucionais em vigor.
A recolha e tratamento dos dados respeitaram os princípios da confidencialidade e da proteção de dados pessoais, em conformidade com o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (RGPD – Regulamento UE 2016/679) e legislação nacional aplicável. Os dados utilizados para análise foram tratados de forma anonimizada e agregada, não sendo possível a identificação individual dos participantes.
Não foram identificados riscos relevantes associados à participação no programa, tratando-se de uma intervenção de baixa intensidade e integrada nas práticas de promoção de saúde ocupacional habitualmente desenvolvidas no local de trabalho.
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Tabela 1-Prevalência de dor autorreferida nos últimos 30 dias e nos últimos 6 meses nos dois momentos de avaliação (T1 e T2).
| Indicador | T1 (%) | T2 (%) | Variação |
| Dor últimos 30 dias | 18,8 | 4,3 | -14,5 |
| Dor últimos 6 meses | 25,0 | 13,0 | -12,0 |
Figura 1- questionário Sociodemográfico
Figura 2-Questionário Nórdico músculo-esquelético
Figura 3-Prevalência de dor nos últimos 30 dias (T1 vs T2).
Figura 4-Prevalência de dor nos últimos 6 meses (T1 vs T2).
Figura 5-Dez itens do questionário com maior prevalência de respostas positivas no momento inicial.
Figura 6-Variação do Índice de Massa Corporal (IMC) por momento de avaliação.

(1)Gonçalo Eiras
Médico Interno de Medicina do Trabalho. MORADA COMPLETA PARA CORRESPONDÊNCIA DOS LEITORES: Serviço de Saúde Ocupacional ULS EDV; Rua Doutor Cândido Pinho, 4520-220 Santa Maria da Feira. E-MAIL: joao.eiras@ulsedv.min-saude.pt
CONTRIBUIÇÃO PARA O ARTIGO: pesquisa e elaboração de manuscrito
(2)Alexandra Roque
Médica Especialista em Medicina do Trabalho. 4500-318 Canidelo. E-MAIL: alexandra.roque@ulsedv.min-saude.pt
CONTRIBUIÇÃO PARA O ARTIGO: revisão do manuscrito
(3)Inês Ribeiro
Médica Interna de Medicina do Trabalho. 3150-110 Condeixa-a-velha. E-MAIL: ines.ribeiro@ulsedv.min-saude.pt
CONTRIBUIÇÃO PARA O ARTIGO: revisão do manuscrito
(4)Catarina Oliveira
Médica Interna de Medicina do Trabalho. 4520-222 Santa Maria da Feira. E-MAIL: catarina.t.oliveira@ulsedv.min-saude.pt
CONTRIBUIÇÃO PARA O ARTIGO: revisão do manuscrito
(5)Margarida Oliveira
Médica Interna de Medicina do Trabalho. 4520-222 Santa Maria da Feira. E-MAIL: margarida.oliveira@ulsedv.min-saude.pt
CONTRIBUIÇÃO PARA O ARTIGO: revisão do manuscrito
(6)Marta Riquito
Médica Interna de Medicina do Trabalho. 4520-222 Santa Maria da Feira. E-MAIL: marta.marques@ulsedv.min-saude.pt
CONTRIBUIÇÃO PARA O ARTIGO: revisão do manuscrito
(7)Andrea Rodrigues
Médica Especialista em Medicina do Trabalho; Responsável de Serviço. 4520-222 Santa Maria da Feira. E-MAIL: andrea.t.rodrigues@ulsedv.min-saude.pt
CONTRIBUIÇÃO PARA O ARTIGO: revisão do manuscrito








